
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reforça que equipamentos capazes de comprometer o sigilo do voto não poderão ser levados para a cabine nas Eleições 2026, cujo primeiro turno será realizado em 4 de outubro. A restrição inclui celulares, máquinas fotográficas, filmadoras, relógios e pulseiras conectados, óculos inteligentes com câmera, câmeras corporais, microcâmeras e equipamentos de radiocomunicação.
A regra também vale para acessórios que tenham câmera, microfone ou recurso de comunicação, como canetas, chaveiros, bonés, chapéus e broches. Antes de votar, o eleitor deverá desligar o equipamento e deixá-lo no local indicado pela mesa receptora. O celular poderá ser usado para apresentar o e-Título ou outro documento digital aceito, mas, após a identificação, deverá ser guardado antes do acesso à cabine.
Segundo o TSE, a medida busca garantir que a escolha permaneça secreta e impedir que o voto seja registrado, transmitido ou divulgado. Além disso, a restrição ajuda a combater práticas como compra ou coação eleitoral, nas quais uma eventual imagem da tela da urna poderia ser utilizada como comprovação da escolha.
Quem se recusar a entregar o aparelho não será autorizado a votar naquele momento. A ocorrência deverá ser registrada em ata e, se necessário, a força policial poderá ser acionada. A regulamentação das Eleições 2026 também prevê que, quando houver dúvida, a presidência da mesa poderá solicitar esclarecimentos sobre as características externas do equipamento.





