
A modernização do futebol brasileiro, com a formação de ligas e a chegada de investidores para as SAFs (sociedades anônimas de futebol), segue avançando. Porém, enquanto diversos grandes clubes tentam superar o passado de gestões irresponsáveis, adotando alguns dos padrões de governança mais modernos no mercado empresarial, o mesmo já não pode ser dito das federações que comandam o esporte bretão no Brasil.
O baiano Ednaldo Rodrigues, hoje presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), tem a FBF (Federação Bahiana de Futebol) quase como a extensão do seu patrimônio familiar. E isso fica claro quando se observa o organograma administrativo da instituição.
Ainda quando era presidente da FBF, Ednaldo emplacou como diretora técnica uma de suas cunhadas: Taíse Galvão, irmã de sua esposa Rita Galvão. Hoje, ela segue na diretoria da federação, sendo a responsável oficial por organizar as tabelas do Campeonato Baiano em todas as suas categorias, além do tradicional Torneio Intermunicipal
Ao deixar a presidência da instituição em 2018 para se tornar vice-presidente da CBF, Ednaldo também deixou tudo ajustado para que o marido de Taíse, o carioca Ricardo Nonato de Lima, assumisse a FBF na sua sucessão.
É através de Ricardo Lima que Ednaldo continua a dar as cartas na instituição.Recentemente, os dirigentes chegaram até a ter um desentendimento, mas reataram a relação familiar.
Mas não acaba por aí. Ednaldo também tem, na direção da FBF, uma outra cunhada: Patrícia Galvão, que hoje atua como secretária executiva da presidência da instituição, mantendo a segunda federação mais antiga do Brasil como uma extensão do patrimônio familiar.





